Emergência climática: como é possível construir um futuro sustentável?

IDS realiza o segundo encontro da série de debates “Espaços de Ativismo”

Como chegamos ao catastrófico cenário atual de emergência climática que nos encontramos hoje? Muitas pessoas das gerações mais jovens podem estar atônitas com tudo que se diz a respeito das condições ambientais do planeta, afinal, os diagnósticos são cada vez mais pessimistas sobre a possibilidade de reconstrução de um futuro sustentável, o que gera uma preocupação compreensível. É importante ouvir e compreender esse momento, mais que isso é importante aprender com quem chegou até aqui para encontrar saídas possíveis para os que ainda virão.

Na próxima terça-feira, dia 30 de novembro, o IDS realiza em parceria com o Engajamundo e o Youth Climate Leaders – YCL o segundo encontro da série de debates “Espaços de Ativismo” com o tema Emergência climática: como é possível construir um futuro sustentável? com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do IDS.

Se o tema já era primordial, após a COP 26 de Glasgow – Conferência Global das Partes, fica latente que é hora de acabar com os discursos vazios e agir encarando os desafios impostos pela crise climática, que já é uma realidade entre nós, a fim de garantir os direitos das novas gerações.

A América Latina e o Caribe, juntas, constituem a segunda região mundial mais afetada, registrou 1205 desastres naturais, atingindo 152 milhões de pessoas entre 2000 e 2019. Segundo a FAO, 16% das perdas e danos ao setor agrícola na América Latina são advindos de desastres. Esse cenário pede por medidas que não apenas recaiam como consequência às emergências e desastres ou mitiguem os danos já causados ao meio ambiente, mas que planejem a ação concertada de organizações internacionais, nações, entes locais e demais instituições – como empresas e universidades – rumo a um futuro mais sustentável.

No Brasil, vivemos possivelmente a pior crise ambiental da nossa história em função da política de meio ambiente adotada pelo atual governo. Dados do último Relatório Luz, que se encontra disponível em nossa Biblioteca Virtual, mostram que não houve avanço em nenhuma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, mas retrocessos na maioria delas.

Toda e qualquer ação nesse sentido irá abordar áreas da vida em coletividade: a economia verde, a remodelação do sistema de transporte urbano, a educação climática, uma produção agrícola sustentável, uma melhor gestão das águas e saneamento básico.

– Qual foi o papel da juventude brasileira, a partir da segunda metade do século passado, nas ações sobre o meio ambiente e o que podemos aprender com essa trajetória para fortalecer a juventude de hoje?

– Como avançar contra o cenário de emergência climática e rumo à construção de um futuro sustentável?

Com a mediação de Ana Carolina Amaral, jornalista ambiental na Folha de SP, vamos promover um debate intergeracional sobre o ativismo pela sustentabilidade e para isso convidamos :

  • Fabio Feldmann – Deputado constituinte, chefe da delegação parlamentar brasileira na Rio-92;
  • Suely Araújo – Assessora Parlamentar, prof. UNB, ex-presidente IBAMA, Observatório do Clima
  • Hamangaí Kariri Sapuyá – indígena do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe. Estudante de medicina veterinária na UFRB e articuladora nacional do Engajamundo;
  • Celina Pinagé – Ativista socioambiental, engajada por justiça climática e pela proteção da floresta Amazônica.

O tema é urgente e a juventude possui um papel importante para transformar os discursos em ações para um futuro possível. Segundo a pesquisa People’s Climate Vote, realizada pela ONU, 64% da população mundial acredita que as mudanças climáticas são um grande problema e merecem mais atenção dos governantes. Para o público mais jovem, com menos de 18 anos, esse índice global é de 70%.

No entanto, segundo dados da pesquisa Democracia e Eleições, os jovens brasileiros percebem alguns valores centrais para a atuação política: 62% deles acreditam que o combate à fome e à pobreza deveriam ser prioridades. A preservação da Amazônia e do Meio Ambiente aparece em 27% das respostas e o combate às mudanças climáticas em 6%, ficando em 13° lugar na lista de prioridades e valores sociais. Em primeiro lugar está o combate à corrupção (35%), seguido por uma economia forte que gere empregos (33%) e combate ao preconceito (29%). A pesquisa, lançada em novembro, ouviu mais de mil jovens brasileiros de 16 a 34 anos para entender melhor suas percepções sobre questões políticas e sociais do país.

Esse projeto pretende tratar a relevância da juventude para o fortalecimento de nossa democracia e sustentabilidade, pois uma não prospera sem a outra, muito menos com a ausência dos jovens, herdeiros da vida em sua continuidade.

Saiba como foi o nosso primeiro encontro da agenda Formação e Espaços de Ativismo.

Acompanhe o evento no canal: YT/InstitutoDemocraciaeSustentabilidade/videos

Saiba mais sobre o YCL, rede criada em 2018 por quatro mulheres brasileiras que oferece soluções para dois dos principais desafios deste século: a crise climática e o desemprego estrutural.

https://pt.youthclimateleaders.org/

Saiba mais sobre o EngajaMundo, organização socioambiental de juventudes criada em 2013 com o intuito de acessibilizar a participação de jovens brasileiros em espaços de tomada de decisão internacional e que atua através de processos de formação, participação e mobilização de jovens.

https://www.engajamundo.org/

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