Economia Verde
& Inovação

A pandemia, que causou profunda e inesperada recessão mundial no ano de 2020 e que avança por 2021, acelerou tendências que estavam em gestação e trouxe novas necessidades. A União Europeia, um de nossos principais parceiros comerciais do Brasil, aprovou um ambicioso plano de recuperação econômica, de € 750 bilhões, que tem como objetivo “acelerar as transições ecológica e digital”. Assim como a UE, diversos países e empresas estão acelerando seus planos de descarbonização, cientes de que a emergência climática é um imperativo ao qual todos teremos que nos adaptar. Uma recuperação econômica verde está em andamento nesse momento em todo o mundo e o Brasil não pode ficar para trás.

Vale ressaltar a advertência feita pelos dezoito ex-Ministros da Fazenda e ex-Presidentes do Banco Central do Brasil em carta recentemente divulgada: “Superar a crise exige convergirmos em torno de uma agenda que nos possibilite retomar as atividades econômicas, endereçar os problemas sociais e, simultaneamente, construir uma economia mais resiliente ao lidar com os riscos climáticos e suas implicações para o Brasil.” Temos todas as condições socioambientais e ecológicas de nos adaptar a esse novo cenário econômico mundial, e sobretudo nos destacarmos. Temos imensa vantagem comparativa e competitiva no acesso a fontes renováveis de energia, enorme potencial para ampliar a produção de alimentos com baixa emissão de carbono, inclusive com “desmatamento zero”, e amplo espaço para desenvolver uma indústria biotecnológica, que ofereça ao mundo, a partir da biodiversidade e dos conhecimentos locais tradicionais, produtos e soluções que a um só tempo tenham escala e sejam sustentáveis no uso de recursos naturais. Um país com alta perspectiva de geração de prosperidade econômica sustentável.

Da produção ao consumo, mais e mais pessoas se preocupam com a origem e a qualidade do que compram, o respeito aos direitos humanos e a adoção de práticas sustentáveis se tornam indispensáveis, levando a avanços do ESG, certificações, medidas de transparência e a iniciativas promovidas por grupos cada vez maiores de empresas e de todo um ecossistema de inovação para contribuir com ações de sustentabilidade, desenvolvimento do entorno, apoio à comunidade local e fomento de práticas internas de engajamento e conscientização.

Buscamos articular propostas e dar visibilidade a soluções que gerem impacto socioambiental positivo e ao mesmo tempo contribuam para o crescimento econômico, a inclusão social e a geração de renda local. Temos visto por meio de diversas iniciativas como há energia e criatividade nos territórios, nas cidades e no campo. Em Maceió, em parceria com o IABS, desenvolvemos pesquisas sobre os potenciais da economia circular em uma comunidade pesqueira. Com o GT da Agenda 2030, identificamos 30 soluções inovadoras de todo o país que estão contribuindo para a implementação dos ODS, especialmente para o empoderamento de mulheres e meninas, e tem potencial de serem multiplicadas, gerando mais desenvolvimento local. No Descoberto, na região da maior bacia de abastecimento do Distrito Federal, conversamos com agricultores e outros autores locais para elaborar propostas para aliar preservação da terra e cultivo sustentável.

Continuaremos mostrando as soluções para o futuro e queremos envolver os setores da economia verde ou economia regenerativa na busca de melhores regras e políticas em diálogo com a sociedade civil e o Congresso Nacional.

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