Amazônia vai pautar as eleições em 2022

Desmatamento recorde e exigência mundial com a questão climática obriga uma postura compromissada do próximo ocupante da cadeira da presidência do Brasil

No Dia da Amazônia – 5 de setembro – um levantamento aponta que 80% do eleitorado defende que candidatos precisam priorizar o tema durante campanha do ano que vem. A questão ambiental se tornou muito relevante na hora de decidir o voto. Ainda bem!

A relevância da Amazônia para o eleitor brasileiro foi captada por uma pesquisa encomendada pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e realizada pelo PoderData, entre os dias 21 e 23 de agosto, com 2,5 mil entrevistas em todo o País.

De cada 100 entrevistas, 71 fizeram uma avaliação negativa do presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto e declararam que o chefe do Executivo não está trabalhando bem para proteger a Amazônia. Esse número sobre para 87 quando se trata do Congresso Nacional.

Isso se mostra também nos relatórios que o IDS publicou este ano no Painel Parlamento Socioambiental, apontando como foi a atuação parlamentar para os temas do meio ambiente no Congresso e no Senado. Uma atuação de muito retrocesso durante os anos de 2019 e 2020 principalmente na câmara.

“Sem a floresta não há chuvas, por exemplo, e isso mexe com a produção. Todos sentem o impacto” –

disse a cientista política Magna Inácio, professora do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) em matéria publicada no Estadão.

Os dados apontam que, para 58% dos entrevistados, um candidato à Presidência da República tem mais chances de atrair votos se apresentar um plano específico para a proteção da Amazônia. A maior parte da população também avalia que a proteção ambiental não é um obstáculo para o desenvolvimento, mas uma pré-condição para que ele ocorra. De cada 10 pessoas, 7 concordam que o desenvolvimento do Brasil depende da proteção da Amazônia. Apenas 1 em cada dez declarou que, para o País se desenvolver, não deve priorizar a Amazônia.

Os recordes sucessivos de queimadas e desmatamento ocorridos em toda a Amazônia e no Pantanal durante a gestão Bolsonaro, fatos que se somam à postura de fragilização das fiscalizações ambientais e dos órgãos responsáveis por essa missão, acabaram por acender um alerta em toda a população sobre a relevância do assunto.

O IDS atua vigorosamente em defesa dos biomas brasileiros fornecendo dados, estudos e articulando com várias organizações da sociedade civil para que haja mais fiscalização, transparência e compromisso com o bem público.

Acesse a nossa Agenda Clima, Meio Ambiente e Amazônia para ficar por dentro de nossa atuação.

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Para acessar os relatórios do Painel Parlamento Socioambiental: https://parlamentosocioambiental.org/

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