Sem maioria não se faz democracia

Temos um retrato bem desigual da representatividade política brasileira.

Em 2020, apenas 16% das pessoas eleitas vereadoras no Brasil eram mulheres. Mulheres negras representam 27,8% da população brasileira, mas ocupam apenas 2,53% das cadeiras na Câmara dos Deputados.

O atual sistema político brasileiro privilegia a eleição de parlamentares homens e brancos. Sem a presença de uma grande maioria demográfica da população nas instâncias de poder representativo, ocorre uma simulação de democracia.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com base em dados de 2018, Brasil era o oitavo país mais desigual do mundo, além de ser o primeiro que está fora do continente africano.

O pico das desigualdades no Brasil se verifica nos períodos de ditaduras – década de 40 e 64 (até a redemocratização). Houve concentração de renda nesses períodos, quando as elites econômicas ganharam espaço. A participação social é constantemente reduzida, 93% dos colegiados participativos ligados à administração federal brasileira foram extintos em 2019, reduzindo a participação, o controle social e a transparência.

As desigualdades e a democracia estão interconectadas. Ainda que seja uma democracia inacabada, é nela onde há as políticas públicas capazes de reduzir desigualdades.

Estes e outros dados estão disponíveis na pesquisa “Democracia Inacabada“, lançada em agosto.

Acesse aqui a pesquisa Oxfam

Leia também:

O sentido da Democracia

Mulheres e a recuperação econômica

Ecofeminismo: O Século XXI é feminino

Parceiros