10/11/2025
Encontro promovido por CIRAT, IPSA e Ministério do Meio Ambiente reuniu lideranças e pesquisadores em Ananindeua (PA)

A Conferência “Cooperação Sul-Sul e Multilateralismo para a Segurança Hídrica, Alimentar e Climática”, realizada no último dia 6 de novembro de 2025 no Teatro Municipal do Complexo Cultural Parque Maguari, em Ananindeua (PA), reuniu representantes de governos, pesquisadores e lideranças da sociedade civil de diferentes países para discutir caminhos conjuntos em direção à COP30, que ocorrerá em 2025, em Belém.
A mesa de abertura contou com a presença de Sérgio Ribeiro (diretor-geral do CIRAT), Marcos Sorrentino (diretor de Educação Ambiental e Cidadania do MMA), Alessandra Haber (deputada federal), Miriam Vilela (diretora executiva da Carta da Terra Internacional), Frederico Assis (assessor especial da Presidência da República e enviado especial para Integridade da Informação da COP30) e Daniel Santos (prefeito de Ananindeua).
Entre as presenças internacionais, estiveram Rajendra Singh, conhecido como o “Homem dos Rios da Índia” — vencedor do Stockholm Water Prize e reconhecido mundialmente por sua experiência em regeneração ambiental e recuperação de rios e bacias, Pedro Arrojo, relator da ONU para o Programa Hidrológico Internacional, Abduljalal Danbaba, diretor-geral do Instituto Nacional de Recursos Hídricos da Nigéria e Dima Al-Khatib, diretora do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (UNOSSC).
Também participaram Elisa Morgera (relatora da ONU para Mudanças Climáticas), Astrid Puentes Riaño (relatora de Meio Ambiente da ONU), Ana Carolina Vieira (Amazon Investor Coalition) e Nelton Friedrich (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional).
Promovido pelo Centro Internacional de Águas e Transdisciplinaridade (CIRAT), pelo International Pesticide Standard Alliance (IPSA) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o encontro destacou o papel das parcerias Sul-Sul e da cooperação multilateral na construção de soluções sustentáveis para os desafios da crise climática e da segurança alimentar e hídrica.
Durante o evento, foi lançada oficialmente a exposição digital “Agrotóxicos: Fronteiras Invisíveis”, disponível em www.invisibleboundariesofpesticides.org. A mostra — que faz parte do Acordo de Cooperação firmado entre o CIRAT e o MMA — propõe uma imersão visual e informativa sobre os impactos dos agrotóxicos nas fronteiras da produção agrícola e suas consequências sobre os ecossistemas e a saúde humana.
Idealizada pelo Tadeu de Brito, diretor de Cultura do CIRAT, a exposição reúne imagens, mapas e estudos que revelam como o uso intensivo de pesticidas cria “fronteiras invisíveis” de contaminação que ultrapassam limites geográficos, sociais e políticos. “A arte e a cultura têm papel decisivo para sensibilizar a sociedade e ampliar o diálogo entre ciência, políticas públicas e comunidades”, destacou Brito durante o lançamento.
A programação incluiu ainda a mesa “Redes de Colaboração em Favor da Vida e Contra os Agrotóxicos de Alto Impacto”, com participações de Larissa Bombardi (USP/IPSA), Jakeline Pivato (Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida), Pedro Serafim (Ministério Público do Trabalho) e Edel Nazaré Moraes (MMA), além do lançamento do curta-metragem “Agrotóxicos sem Fronteiras”, do diretor João Amorim.
A conferência contou com a presença de pesquisadores, gestores públicos e lideranças internacionais, reforçando a importância da cooperação entre países do Sul Global para o enfrentamento das desigualdades climáticas. Em sua fala, Marcos Woortmann, do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), enfatizou que “a construção de soluções para a crise climática exige não apenas inovação tecnológica, mas também novos pactos de solidariedade entre as nações e a sociedade civil”.

Entre as entidades parceiras e patrocinadoras da conferência e da exposição estão a Fundação Bem-Te-Vi, a Fundação Ibirapitanga, a Fundação Heinrich Böll, a Fiocruz e a Prefeitura de Ananindeua (PA).
O evento integrou a programação preparatória da COP30 e reforçou a atuação conjunta de instituições brasileiras e internacionais na promoção de uma agenda climática baseada em justiça, equidade e cooperação multilateral.
“A cooperação Sul-Sul é uma via de aprendizado mútuo, e de fortalecimento de capacidades locais e transnacionais para criação de um novo patamar de justiça climática. O que se constrói a partir dessa troca tem poder transformador para a sustentabilidade global”, concluiu Marcos Woortmann (IDS).
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