A quem interessa o "patriotismo" de Jair?

22 de Setembro de 2020

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"O patriotismo é o último recurso dos canalhas", disse Samuel Johnson na Inglaterra do século XVIII. 

 

O Brasil tem hoje uma vergonha mundial ocupando a cadeira da presidência da República. Mentir descaradamente em um discurso oficial durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) é a mais alta demonstração de desrespeito a essa Organização Intergovernamental de Cooperação Internacional como também o é a todos os brasileiros e brasileiras que constroem este país, para quem nossos recursos naturais são de extrema importância, assegurando o nosso futuro comum.

A estratégia adotada por Bolsonaro em esconder e mentir ao mundo seus crimes ambientais, seu descompasso em cuidar da população em meio a uma pandemia, negando os dados científicos é irresponsável sim, mais que isso.. É traição ao nosso povo. Ao nosso país. 

A quem ele serve? Sob quais interesses ele está atuando? A quem interessa um Brasil sem relevância mundial, fraco economicamente, devastado em sua exuberante natureza,  com um povo mal alimentado e sem instrução educacional?  A quem interessa um Brasil rebaixado de toda sua potência?  À população do Brasil definitivamente não.

Em sua fala, quando dá demonstrações autoritárias de não aceitar as críticas e rebatê-las com argumentos de que somos o país com maior cobertura vegetal, energia limpa, etc., - aliás conquistas dos governos anteriores - o presidente erra mais uma vez em suas colocações e se comporta de modo infantil, sem a maturidade que o cargo que ele ocupa exige. Dá uma de avestruz se vitimando em função de uma delirante conspiração internacional de boicote aos produtos brasileiros. Retórica obsoleta, datada e covarde. Algo que nós sabemos, nem mesmo é dele. Apenas reproduz a cartilha de guerra cultural criada no tempo da ditadura militar,  como afirma João Cezar Castro Rocha, professor titular de literatura comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) no livro "Guerra cultural e retórica do ódio: crônicas do Brasil", noticiou a Agência Pública. 

Essa atitude torna mais grave e mais aguda a sua perda de credibilidade perante os olhos do mundo e dos brasileiros um pouco mais conscientes. Não há compromisso com a verdade dos fatos, mas sim com a verdade criada com base em devaneios, estimulada pela reduzida capacidade de raciocínio de Jair.

É impressionante que o presidente ignora inclusive todo o trabalho que já vinha sendo feito anteriormente com uma estratégia de contingência de tragédias e de queimadas como as que temos visto acontecer por aqui (e em todo o mundo), porém aqui são incentivadas pelo Governo Federal. Incêndios florestais criminosos com danos ambientais sem precedentes. A quem ele culpa? Os indígenas e caboclos, elos mais fracos dessa tragédia. E ao invés de oferecer soluções, o governo de Jair Bolsonaro naturaliza esses crimes aquém dos fatos. 

Em sua postura de vítima de conspiração, ele tenta se eximir de sua responsabilidade. Algo extremamente antipatriótico, e,  dessa forma, não estamos enfrentando os problemas e suas causas que fragilizam o país de diversas maneiras. Ao não reconhecer a responsabilidade sobre o desmatamento e não agir para extinguí-lo, Bolsonaro joga contra os brasileiros e entrega o Brasil em crime de lesa-pátria, que é por definição uma traição à Pátria. 

Perguntamos então: Quem são os verdadeiros antipatriotas no Brasil?  

 

Instituto Democracia e Sustentabilidade

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Para conhecer a real situação ambiental do Brasil, assista Audiência Pública do STF em 21 de setembro de 2020 sobre o Desmonte Ambiental no Brasil.

Leia também:

Tolerância Zero com a Verdade - artigo Correio Braziliense - João Paulo Capobianco

Saiba por que o Brasil pega fogo. Spoiler: “índio” é inocente - Congresso em Foco 

Discurso ambiental fake do presidente na Assembleia da ONU - artigo Congresso em Foco - André Lima

 

Fontes: 

Portal Sul 21

Valor Econômico

Agência Pública

Rádio CBN

G1

Discurso de Jair Bolsonaro - Port